⚖🚔 #CircoDaMorte | JUSTIÇA LIBERA 4 PMS PRESOS EM OPERAÇÃO CIRCO DA MORTE

52583906_1498383803632366_3536261563679768576_nEm julgamento na última terça-feira, realizado na 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), os policiais militares Alessandro Bruno Batista, Ruimar Felipe Maia, Ismael Fernando Silva, Raithe Rodrigues Gomes foram beneficiados com habeas corpus impetrados pela direção jurídica da Associação dos Oficiais da Polícia e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (Assof).

Os quatro foram presos temporariamente em 18 de dezembro do ano passado durante a operação Circo da Morte desencadeada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) e pela Polícia Federal que investigou um grupo de extermínio em Caldas Novas, Santo Antônio do Descoberto e Alto Paraíso. Também preso na mesma operação, o então comandante do 26º Batalhão da PM de Caldas Novas, o tenente-coronel Carlos Eduardo Belelli permanece detido.

Principal alvo da operação, o tenente-coronel Carlos Eduardo Belelli, de 56 anos, terá seu futuro decidido nesta quinta-feira (21), durante nova sessão da 1ª Câmara Criminal do TJ-GO. Ele era o comandante dos policiais que ganharam a liberdade na terça-feira. Membro da 1ª Câmara Criminal, o desembargador Itaney Francisco Campos pediu vistas no pedido de habeas corpus a favor do tenente-coronel apresentado na última sessão. Conforme o diretor jurídico da Assof, tenente-coronel Geyson Borba, embora seja membro-associado, o oficial optou por contratar uma assistência jurídica particular. Belelli, como é conhecido, foi candidato a deputado estadual pelo PR nas últimas eleições, mas não foi bem-sucedido.

Assessora jurídica da Assof, a advogado Rosângela Magalhães disse ao POPULAR que houve ausência de fundamentação no pedido de prisão dos militares além da extemporaneidade dos fatos, o que pesou na decisão do relator, desembargador José Paganucci Júnior. “Os fatos ocorreram em março de 2017 e nesses quase dois anos nada de novo aconteceu. Qual a razão da prisão cautelar?”, questionou. Segundo a advogada dos quatro policiais, um deles sequer esteve em Santo Antônio do Descoberto, onde teria ocorrido um crime, supostamente praticado pelo grupo. “Esses policiais sempre que chamados foram ouvidos na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) ou na Polícia Federal. Eles nunca atrapalharam as investigações”.

Em nota publicada em suas redes sociais, a Assof comemorou a decisão judicial. “A Assof não foge da luta e está sempre pronta e acessível para atuar na defesa de seus associados e de todos os militares e bombeiros que forem injustiçados”. A operação Circo da Morte foi desencadeada pelo Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) do MP-GO em conjunto com a Polícia Federal (PF). A ação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-GO, e da Corregedoria da PM.

Casal
Entre os crimes investigados, que teriam sido praticados pelo grupo, está o desaparecimento e morte do casal de namorados Dallyla Fernanda Martins, de 21 anos, e Darlei Carvalho da Silva, de 31. Eles foram retirados de dentro de casa, em Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal, por homens encapuzados que se diziam policiais no dia 15 de março de 2017. O corpo de Darlei foi encontrado na zona rural de Silvânia e só foi reconhecido em abril daquele ano. Dallyla continua desaparecida.

Dias antes da morte de Darlei, em 8 de março de 2017, seu irmão, Douglas de Carvalho da Silva, havia sido morto em uma suposta troca de tiros com policiais militares em Caldas Novas, depois que uma loja de celulares foi assaltada. À frente da operação, na qual também morreu Cairo Soares dos Prazeres Júnior, estava o tenente-coronel Belelli. Revoltado, Darlei teria duvidado da versão policial e feito críticas pelas redes sociais à investigação do caso. Ao desencadear a operação, a Polícia Federal explicou que a denominação Circo da Morte era em alusão ao “mágico de circo que faz ilusões que parecem verdade como homicídios que teriam a aparência de atos heroicos.” [Fonte: Malu Longo | O Popular]

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