29 de janeiro de 2022

Marconi Perillo diz que OSs na Educação darão mais oportunidades aos alunos

Em bate-papo com internautas, governador ressaltou que a transferência da gestão das escolas estaduais para Organizações Sociais (OSs) modernizará a educação e dará oportunidades aos alunos de baixa renda

Ele informou que a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, convocará, em breve, professores e diretores para tirar dúvidas relacionadas às OSs

Professor titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros participou do bate-papo e disse que em relação ao slogan Brasil, Pátria Educadora, Goiás está à frente do país

 O governador Marconi Perillo participou, na tarde de hoje, de mais um bate-papo com internautas, dessa vez sobre o tema Educação. Acompanhado pelo professor doutor titular da Cátedra Instituto Ayrton Senna, Ricardo Paes de Barros, Marconi falou sobre os desafios para o desenvolvimento da Educação em Goiás e no país, e dedicou a maior parte do tempo para responder a perguntas relacionadas à transferência da administração dos hospitais estaduais para Organizações Sociais (OSs). Conforme afirmou, um dos principais objetivos da OS na educação é promover a igualdade social no que diz respeito ao acesso ao ensino de qualidade.

“O aluno de baixa renda precisa ter acesso a um ensino de altíssima qualidade, em uma boa estrutura, sem pagar nada. Precisa estudar em uma escola de rico sem pagar nada. É um dos principais objetivos que almejamos com as OSs”, afirmou. Marconi disse reconhecer que muitos educadores estejam apreensivos com a transferência da gestão para OSs, mas aludiu à modernização e ao padrão de excelência alcançados pelo setor da Saúde com a implantação do modelo, e afirmou que o Governo de Goiás está também em busca de ferramentas que modernizem a educação.

“Queremos sair desse padrão de decoreba, de comodismo, ir à luta. Muitas pessoas temem essa questão das OSs, mas é preciso compreender que elas vão fazer com que a educação se modernize, avance, melhore, e ajude a promover igualdade social”, afirmou. Ele reafirmou que os professores que compõem o quadro de profissionais do Estado hoje permanecerão após a transferência da gestão para OSs. “Os professores vão continuar, vamos ter apenas uma direção que oriente no sentido que possamos alcançar passos mais largos”, disse.

Ele ressaltou que as pessoas mais indicadas para comprovar a revolução positiva na área da saúde são os próprios profissionais, que podem atestar aos professores o padrão de excelência obtido nas unidades estaduais. “Sugiro que cada professor, diretor administrativo da educação procure se interagir com um médico, enfermeiro que trabalha em um dos 17 hospitais do Estado. A melhor resposta será dada por pessoas que trabalhavam em uma condição antes e hoje, depois das OSs. Ou alguém que já esteve internado, algum familiar. Alguém que vivia uma situação de penúria, e hoje está diferente”, frisou.

Reiterou que, diferente da Saúde, que exige um trabalho urgente, o trabalho na educação é feito a médio e longo prazos; mas se ela não for eficiente, vai condenar para sempre aquele aluno. “E se nós conseguimos propiciar ambiente de trabalho humanizado e de qualidade na Saúde, é claro que vamos conseguir na Educação. É isso que queremos”, enfatizou.

Assegurou que os profissionais efetivos permanecerão como estão, com a diferença de que serão gerenciados pela OS, mas fiscalizados pelos órgãos dos governo estadual e pelo Ministério Público. “Outro exemplo é o salário. As pessoas falam de salário, mas hoje o médico na Saúde em Goiás ganha o piso nacional, o enfermeiro dos nossos hospitais estaduais está ganhando quase que o dobro dos enfermeiros da rede privada da Saúde. Não estou afirmando que será assim, mas quem regula salário é mercado, e o bom profissional vai ter bom salário, foi o que aconteceu na Saúde. Nós inauguramos o maior hospital do Centro-Oeste, o Hugol, contratamos quase três mil funcionários pelo regime CLT. Esse parâmetro da saúde é bom porque mostra o que é possível fazer”, declarou.

Marconi lembrou, ainda, que na última pesquisa realizada a Saúde estadual obteve média 9,2, e alguns hospitais obtiveram nota 9,9. “Foram interrogados médicos, enfermeiros familiares, pacientes. Se nós conseguimos nessa área, tenho certeza que será possível fazer na Educação. Esses medos precisam ser dissipados”, reiterou. Ele informou que a secretária estadual de Educação, Raquel Teixeira, convocará em breve diretores e subsecretários para explicar como se dará o processo de implantação das OSs.

Informou, também, que recebeu ligação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que o perguntou sobre o chamamento de OSs para a área da Educação em Goiás e o afirmou que tem interesse em adotar o modelo em seu estado. “O que percebo é que os governadores estão querendo boas experiências de serviços de qualidade”, observou.

 

Pátria Educadora

Questionado se o Brasil é realmente uma Pátria Educadora, conforme prega o slogan do governo federal, o professor Ricardo Paes de Barros afirmou que o Brasil teria que ser Goiás para que o slogan fosse validado. “Goiás tem mais cara de ser estado educador do que o Brasil. É uma meta muito importante, mas ainda não temos um plano nacional; é tímido, pouco arrojado, precisaria de plano muito mais profundo para dizer que é Pátria Educadora. Goiás está dando passos importantes, e pode servir de exemplo para o país”, afirmou.

O professor ressaltou que um dos principais desafios é melhorar a gestão escolar e gerir bem os recursos, o que terá um forte impacto na qualidade do ensino. Ele destacou que algumas das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), para serem alcançadas em 2020, já foram conseguids por escolas estaduais de Goiás. “Então, algo que deve acontecer para melhorar a educação brasileira, é aprender com quem está conseguindo fazer”, sugeriu Barros, fazendo questão de ressaltar que Goiás está em primeiro lugar no Ensino Médio, pelo Ideb.

Marconi foi questionado sobre os resultados alcançados pelos colégios militares, e ressaltou que há embasamento ideológico com relação a esse assunto. “Temos apenas 26 escolas militares num universo de 1100 escolas estaduais. Claro que uma escola que tem disciplina, que considera fortemente valores e princípios, tem diferenciais que outras não têm. E por conta disso mesmo acabaram atingindo notas melhores no Ideb,  Pisa. Com isso, os pais acabaram querendo levar seus filhos para essas escolas. Hoje, quando se fala em abrir vagas, temos filas, é uma das maiores demandas que recebo dos deputados, por exemplo”, informou.

“O que nós observamos também é que em áreas que tinham drogas, onde chega a escola militar, isso acaba. Eu defendo a boa escola. Defendo mecanismo de gestão que transforme as escolas em boas escolas. A escola que ensine, que liberte, que transforme o aluno em alguém capaz de ser competitivo”, completou.

Perguntado sobre a Bolsa Universitária, o governador reiterou que serão chamados mais quatro mil alunos para o próximo ano, e há possibilidade de ampliar o número, de acordo com a melhoria da economia.

 

Sobre Teresa Cristina [Teka]

Teresa Cristina [Teka]

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