A FAIXA DE CALDAS

Caldas Novas é atípico. O lugar de “quanto pior, melhor”.  A Capital das águas quentes é, em essência, o paraíso dos invejosos. Temos potencial turístico e grupos que comandam esse segmento. Grupo Privé, Di Roma, Lagoa,Tropical e CTC, que nasceram na cidade, e outros que vieram para explorar o turismo. E o turismo, pouco ou muito, é o que faz essa cidade ter comida na mesa. Sim, o Caldas Country, promovido por uma empresa mineira em parceria com o Grupo Di Roma, colocou Caldas Novas no mapa de eventos do Brasil, e agora, outro evento consolida a cidade dentro do Turismo de Eventos, o Verão Sertanejo, promovido pelo Grupo Lagoa Quente.

Os grupos são patrimônios da cidade. Querendo ou não, Caldas Novas só se destaca em cenário nacional, por eles. Faltam coisas? Sim, muitas: comércio forte, indústrias, saneamento. Culpa de quem? Talvez, de uma cidade que não percebeu que cresceu. Fato! E ao invés da cidade trabalhar pelo seu desenvolvimento, vemos pessoas ávidas por desfazer, desacreditar, promover o caos, simplesmente para ter seus objetivos pessoais atendidos. Vamos entender?

Durante toda a história política de Caldas Novas, cada grupo era uma vertente. Brigas de baixo nível, situações inimagináveis, declarações de ofensas pessoais permeavam a condução política. Quem entrava, tratava de desfazer e desqualificar quem saía. Cada um cuidava de si e de seus interesses e tratava de desqualificar o adversário. Isso não era um, eram todos.

O povo, cansado disso, elegeu então, alguém sem preparo e sem cultura, como forma de protesto ou tentativa desesperada de mudança. A emenda ficou pior que o soneto. De um início até razoável, aos poucos, por despreparo e desconhecimento, foi se cercando de “amigos”, e desprezando técnicos. O ditado “quando come se lambuza” se fez presente e centenas de denúncias de desmandos e desvios pipocaram como grãos de milho em panela quente.  A cidade ficou às moscas e culminou com aquele fatídico fim de semana em 2012, em que, juntamente com o show, tivemos o pior dia da história de Caldas Novas.

O alarme tocou. Não só para o Brasil, de que algo estava mal. Para a classe política e para a administração dos grupos também. Pela primeira vez na história, forças que outrora foram inimigas na política, mas que entenderam o recado e viram o quão danoso pode ser o despreparo, juntaram forças em torno de um candidato de carisma popular e com experiência para retomar o rumo. Os grupos Di Roma e Privé apoiaram um único candidato. Aos poucos, o Grupo Lagoa chegou. Por fim faltavam o CTC e o Grupo José Araújo, que hoje estão juntos também.

Não importa o que digam. Abram suas mentes. Nossa cidade depende deles. E eles dependem de nossa cidade. Por isso, aos poucos, as coisas começam a funcionar. A cidade, que chegou perto do zero e de virar chacota nacional, passou a viver novos e suados ares. Lógico que há enganos. Mas são corrigidos.

A partir de então, o inimaginável aconteceu. Colocamos nossa representante no congresso e nosso representante na ALEGO. São representantes de grupos? Sim. Mas antes de mais nada, são representantes da cidade. Sem a cidade, não existem os grupos. Portanto, sua função é promover e melhorar cada vez mais.

Porém, pessoas que tem outros interesses buscam denegrir e acentuar eventuais falhas. Falhas existem sim, ninguém é perfeito. E fazem bombardeios monstruosos contra a administração, contra os grupos, contra a cidade. São os propagadores do caos, para quem, ao desestabilizar, surge a chance de ver seus interesses pessoais e financeiros contemplados. Pessoas sem a menor chance ou competência de chegar a protagonista, e busca conturbar como coadjuvante.

Querendo ou não, nosso trabalho hoje é recuperar a cidade como atrativo turístico. Não pelos grupos, mas pela nossa vocação, pelo nosso ganha pão. Os grupos mantêm nossos empregos e se eles definharem, a miséria vem e a cidade acaba. É irreversível o processo de trazer indústrias e investimentos outros para a cidade, mas isso é uma segunda etapa. Temos que mostrar que a cidade é atrativa.

Você depende do turista? Se o turista desaparecer, seu emprego estará em risco? Então, pare de falar mal da cidade. Pare de falar mal dos grupos hoteleiros. Eles mantêm a cidade funcionando. Mas a vocação de “arrancar uns trocados” da administração criou raízes em algumas almas, algumas cabeças. Há quem noticie de forma séria, aplaudindo o certo e criticando o errado. Há também quem assumiu a função de mero replicador. Por meses a fio, vi poucos veículos de comunicação produzirem, e alguns que simplesmente copiavam e colavam o que a Secretaria de Comunicação divulgava. E queriam cobrar para isso. Cobraram, mas quando a fonte secou, passaram a bater, de forma desleal e muitas vezes inverídica, e passaram a produzir sim, mas a produzir o caos e deram asas aos coadjuvantes, sobretudo os da câmara de vereadores, que viram no sensacionalismo, uma forma de tentar galgar meio passo. Meus aplausos aos que produzem, e meu repúdio aos que copiam. Pessoas que se dizem “jornalistas”, “comunicadores”, mas sequer tem o ensino fundamental e não conseguem elaborar um texto de forma harmônica e conclusiva, mesmo que seja por crítica. E temos vários assim. Ah, e como temos!

Como fica a moral de alguém que é indagado ao vivo em seu próprio programa de rádio sobre o quanto levou para vender uma candidatura? Qual a credibilidade da cobrança de alguém que organizou a fraude de um concurso público? Quem acredita em alguém que utiliza falácias e discursos copiados da literatura de cordel e nenhuma ação prática ou sequer sugestão? Falar é fácil. Apresentar soluções, nem sempre! Apresentem…

A última que vi nessa cidade que abriga alguns inescrupulosos, foi um cidadão que detém inúmeros processos, vários de negativação, que apropria – se de domínios de rádios na internet, que tentou dar golpe num famoso provedor internet, para provavelmente tomá-lo posteriormente, com o peculiar estilo de que “compra e não paga”. O mesmo, que coleciona rádios comunitárias em nome de “laranjas” para vendê-las a incautos compradores, da mesma forma que propagou que “tinha sido invadido e roubado” por um Grupo com história na região. Tudo isso divulgado, de forma covarde por seus funcionários e amigos, baseados em imagens editadas. Não foi mostrado por exemplo, seus funcionários retirando equipamentos pelo muro dos fundos. Não foi mostrado que ele recebeu comunicação de devolução do material em questão aos seus verdadeiros donos, nem as ofensas e palavrões por ele desferidos antes da ação, e que, muito provavelmente fez com que os ânimos se acirrassem. Não foi mostrado também, que ele já não detinha nenhum vínculo com a referida emissora ou canal de TV.

Quando você toma um calote, digamos, 50 reais, a vontade é de confrontar o caloteiro. Não é assim que você se sente? Agora imagine quase um milhão em equipamentos, meses de pagamentos de funcionários e de investimentos, como por exemplo, pagamento do direito de repetição, e um dia descobrir que o direito não existe, a coisa está toda irregular, os funcionários não recebem, e o seu dinheiro está sendo embolsado por alguém inescrupuloso, evangélico por conveniência, um lobo em pele de cordeiro?

O que você faria? Iria buscar seus pertences? Tudo documentado por comunicações via cartório? Iria aceitar a provocação? Se fosse você o lesado? Como reagiria a provocação do famoso “perdeu otário”, que foi dado como resposta ao pedido de devolução de seu patrimônio? E se fosse você? Se chegassem e dissessem que seu investimento é todo irregular, que quem se apresentou como detentor de direitos não possui direito algum e que você, além do prejuízo ainda poderia ter que arcar com eventuais prejuízos judiciais pelo simples fato de ter acreditado de boa fé?

Me diga, e se a vítima fosse você? Qual seria sua reação?

Entendo que a vida está difícil para todos. Que a insatisfação com a situação do país é geral. Mas descontar em quem tem, pelo simples fato de ter, denegrindo e difamando, como é descontado na administração, nos funcionários públicos, na deputada ou no deputado, que tem interesse que a cidade vá bem para que seus negócios sejam prósperos também, ou no prefeito que, de sua simpatia ou não, a verdade é que fez e faz muito pela cidade e moralizando inclusive sua imagem.

Por fim, meus amigos, coloco um ponto para reflexão. É justo, cobrar dos grupos, ou do próprio governo, erros de um século, em que crescemos e não percebemos? É justo cobrar que esse século de atraso, seja corrigido do dia para noite? Ou é melhor unirmos forças e esforços para sugerir e colaborar nas soluções? Você consegue resolver todos os seus problemas do dia para a noite? É justo crucificar um grupo que foi enganado por alguém que tem o hábito de vida de assim proceder? Bem, acho que está na hora de você pensar, se quer fazer de Caldas Novas um lugar melhor para se viver, cobrando e ajudando nas soluções dos problemas, ou apenas, garantir seu espaço crítico, dentro de uma guerra que alguns poucos, tentam armar? Enfim…

Teresa Cristina [Teka] Jornalista/Produtora Executiva
Caldas Novas – Goiás

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