COLUNA DO FREITAS – DEMANDA EM CRESCIMENTO

Essa semana será importante para a economia brasileira. Na quarta-feira, dia 20 de setembro, o Banco Central divulgará a nova taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião houve uma redução de 0,5 ponto percentual, de 13,75% para 13,25% ao ano, os analistas do mercado de capitais preveem outra redução do mesmo tamanho, reduzindo a taxa para 12,75% ao ano. Essa coluna avalia que a redução pode ser maior, em 0,75 ou em até 1 ponto percentual, tendo em vista o comportamento do índice inflacionário (IPCA).

Na última sexta feira, dia 15 de setembro, o IBGE divulgou os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) referente a julho de 2023. O resultado do mês foi de um crescimento de 0,7% em relação a junho, de 1,5% no ano e de 1,6% em 12 meses, frente a julho de 2022, o crescimento foi de 2,4%. Com o resultado de julho, o comércio varejista do país está 2,2% abaixo do nível recorde da série, de outubro 2020. Esse crescimento de julho tem extrema importância, pois, nos últimos 3 meses o crescimento tinha ficado estagnado. Essa melhora no indicador deve-se a queda da inflação e do dólar, mercado de trabalho aquecido e aumento da massa de renda, mesmo alguns setores, dependentes de crédito, estarem sofrendo com as taxas absurdas de juros no Brasil. A previsão é de esse indicador tenha crescimento de 3,5% no ano de 2023, previsão da XP e segundo estudo Instituto Brasileiro de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e FIA Business School, obtido pelo Jornal o Valor, a previsão de crescimento entre janeiro e novembro de 2023, em relação ao mesmo período de 2022, é de 5,2%. Indicador importante para a tendência do consumo (demanda agregada) da economia brasileira. O consumo contribui com 60% do PIB.

No Relatório Focus divulgado no dia 18 de setembro, o mercado financeiro continuou ajustando as suas projeções para os indicadores econômicos. Para o PIB o relatório Focus aumentou a projeção para 2023 de 2,64% para 2,89%, para 2024, de 1,47% para 1,50% e para 2025, de 2,00% para 1,95% e para 2026 manteve a projeção para 2,00%. Para a inflação, o relatório Focus reduziu a previsão para 2023 de 4,93% para 4,86%; para 2024, de 3,89% para 3,86% e manteve as projeções para 2025 e 2026 em 3,50%.

As projeções da Taxa Selic continuaram as mesmas, 11,75%, 9,00%, 8,50% e 8,50% para os anos de 2023, 2024, 2025 e 2026, respectivamente. Com as previsões da Selic e com a previsão da inflação para os próximos 12 meses, a taxa de juros reais da economia, calculada pela coluna é de 6,62% ao ano, pequena queda em relação as semanas anteriores.

Quando se analisa a curva de juros do Brasil para os próximos anos, o mercado reduziu as suas previsões, reduções baixas, porém, constantes nas últimas semanas, janeiro de 2024 em 12,28%; janeiro de 2025 em 10,425%; janeiro de 2026 em 10,075% e janeiro de 2027 em 10,315%, os juros reais inclusos nessas taxas são de 6,54% ao ano, bem próximo da taxa de juros calculada pela coluna de 6,62%.

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