Rio Quente entra no radar de operação do MPGO que investiga suposto esquema de fraudes em licitações

Rio Quente está entre os municípios alcançados pela Operação Simulatio, deflagrada nesta terça-feira (11) pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Gaepp. A investigação apura uma suposta organização criminosa especializada em fraudes em licitações e contratações diretas por meio de atas de adesão fraudulentas.

Segundo o MPGO, o esquema investigado teria provocado dano ao erário e enriquecimento ilícito superior a R$ 14 milhões. Foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, quatro afastamentos de cargos públicos e 44 mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorreram em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Rio Verde, Itumbiara, Itaberaí, Goianira, Inhumas, Goianésia, Abadia de Goiás, Rio Quente, Uruaçu, Luziânia e Alexânia, além de São Paulo e Ribeirão Preto (SP).

A investigação mira um grupo empresarial de Goiás que, segundo o MPGO, teria utilizado diferentes empresas para fraudar procedimentos envolvendo o fornecimento, montagem e instalação de ambientes modulares, principalmente para escolas e redes de assistência social.

A pessoa jurídica apontada como beneficiária do suposto esquema recebeu, conforme o Ministério Público, mais de R$ 88,3 milhões dos cofres públicos estaduais e municipais entre 2015 e 2025. Também estão entre os alvos da investigação gestores e servidores públicos de diversos municípios que teriam facilitado ou concorrido para contratações direcionadas.

O QUE DIZ RIO QUENTE

A Prefeitura confirmou que recebeu uma equipe do MPGO e informou que a diligência no município teve como objeto a coleta de documentos referentes a um contrato firmado em 2025 para fornecimento e instalação de quatro salas modulares, no valor de R$ 747.683,30.

Segundo a administração, o contrato foi integralmente executado e encerrado, e toda a documentação solicitada foi entregue ao Ministério Público. A Prefeitura também ressaltou que os R$ 14 milhões mencionados na operação referem-se ao conjunto da investigação, e não ao contrato de Rio Quente.

O município afirma ainda que, até o momento, nenhum agente público municipal foi apontado como investigado e que, caso seja comprovada fraude praticada por particulares, adotará medidas para buscar eventual ressarcimento aos cofres públicos.

As investigações continuam e o material apreendido será analisado pelo MPGO.

📍Rio Quente | Goiás
ℹ️ Com informações do MPGO/Gaepp e Prefeitura de Rio Quente

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