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Em entrevista coletiva, Marconi mostra contradições, apresenta provas e derruba ponto a ponto todas as citações de ex-executivos da Odebrecht

► Por mais de uma hora, Marconi respondeu a todas as perguntas dos jornalistas e, na abertura da coletiva, fez uma explanação para demonstrar a fragilidade das citações, apresentado as prestações de contas da campanha, vídeos e documentos para corroborar suas afirmações
► “Não irei permitir, agora nem nunca, que meu nome e minha história seja misturada à história de alguns que usurparam do poder que tinham em favor de benefícios pessoais, através da corrupção” disse Marconi
► “A verdade irá prevalecer. Não recebemos nenhuma doação ilegal ou de caixa 2 nas campanhas”, afirma Marconi
 
Em entrevista coletiva realizada no final da manhã desta terça-feira (16/5), o governador Marconi Perillo mostrou contradições, apresentou provas e derrubou ponto a ponto todo o conteúdo das citações dos ex-executivos da Odebrecht. Por mais de uma hora, Marconi respondeu a todas as perguntas dos jornalistas e, na abertura da coletiva, fez uma explanação para demonstrar a fragilidade das citações, apresentado as prestações de contas da campanha, vídeos e documentos para corroborar suas afirmações.
Marconi mostrou as contradições nos valores atribuídos ao suposto caixa 2, os diferentes apelidos atribuídos a ele, as fragilidades da argumentação sobre supostas vantagens, a falta de provas e o reconhecimento, por parte dos ex-executivos, de que a Odebrecht não obteve qualquer vantagem ou benefício no Governo de Goiás. Para cada ponto de sua explanação, Marconi apresentou as respectivas fragilidades e contradições.
 
“Em que pese nossa tranquilidade diante dos fatos e de nossa capacidade em comprovar o que estamos afirmando, é evidente que as citações me constrangem. Entretanto, tenho a cabeça erguida e a consciência tranquila de que não fizemos nada errado”, disse o governador. Não cometemos nenhum ato de corrupção e desvio, acusações que, é bom repetir, sequer constam nos pedidos de investigação. Mais do que isso: não recebemos nenhuma doação ilegal ou de caixa 2 nas campanhas”, afirmou Marconi, durante a coletiva.
Marconi reuniu a imprensa no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira e cumpriu o que havia prometido de assim que tomasse conhecimento do teor dos depoimentos do ex-executivos da Odebrecht, falaria do assunto publicamente.
 
Marconi fez uma ampla exposição inicial ao aos jornalistas: “Antes de tudo, é imprescindível lembrar que, em momento algum das citações dos ex-executivos da empresa, meu nome foi associado a casos de corrupção, propina ou vantagens pessoais. As injustas citações ao meu nome se restringem à suposta prática de caixa 2, que absolutamente também não aconteceram. Evidentemente, é preciso que essas menções sejam esclarecidas, e é por isso que estou aqui hoje à disposição de vocês”, disse.
 
Marconi enfatizou que é fundamental ressaltar, na maioria dos fatos narrados pelos ex-executivos da Odebrecht, “seja até difícil saber a quem responder, tamanha são as incoerências e as divergências de informações percebidas entre os diversos depoimentos”.
Uma delas diz respeito às doações do Grupo Odebrecht, cujos valores cada delator apresenta valores e versões divergentes. “As versões não batem, e não batem justamente porque são acusações que não têm amparo da verdade”, assinalou. Segundo Marconi, são inconsistências tão graves que foram inclusive objeto de matérias na imprensa nacional, a exemplo da Folha de S. Paulo, que mostrou lacunas inexplicáveis nas delações, especialmente em relação à Goiás.
 
Quando apresentou aos jornalistas o primeiro vídeo com depoimentos dos delatores, Marconi mostrou que no caso específico do Grupo Odebrecht, em 2010, eles contribuíram com nossa campanha, com um valor de R$ 300 mil, em doações legais, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
 
Depois, na eleição seguinte, em 2014, a construtora foi procurada novamente em busca de contribuição para a campanha. “As doações do Grupo somaram R$ 2 milhões e 200 mil. Também doações legais, dentro do que permitiam a legislação à época, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”, relatou.
 
Sobre supostos diálogos com os ex-executivos da Odebrecht, Marconi disse que em nenhuma das ocasiões tratou de valores de doação com nenhuma empresa ou pessoa que pudesse contribuir com nossas campanhas. “Sempre me reservei, quando tratei das doações, a apresentar nosso pedido. E isso, inclusive, fica claro no conteúdo das colaborações dos ex-executivos da empresa”. Ele ressaltou que, é bom que se diga, nas duas campanhas, tanto em 2010 quanto em 2014, as contribuições de campanha por parte de empresas eram plenamente permitidas pela Justiça Eleitoral.
 
Portanto, explicou, foram procuradas, nas duas eleições, empresas e pessoas que tinham condições econômicas e que acreditavam no desenvolvimento de Goiás para que pudessem contribuir com as campanhas de forma transparente e legal. E por que a Odebrecht foi procurada? Marconi explicou: “A Odebrecht era uma das maiores empresas do Brasil. Sempre fez doações a campanhas e era natural que, entre tantas empresas que procuramos para contribuir com nossa campanha, procurássemos também a Odebrecht. Aliás, como fizeram todos os meus adversários em 2010 e em 2014 e a grande maioria dos candidatos país afora.
 
Segundo ele, foi assim que, em 2010, a Odebrecht foi procurada, entre as diversas empresas com as quais estivemos para tratar do assunto, a exemplo da Ambev, Bradesco, Itaú, Votorantim, Gerdau, Novo Mundo, Hering, BR Foods, Teuto, BMG e tantas outras, para verificar o interesse em participar da nossa campanha e fazer doações.
 
O mais importante, de acordo com Marconi, é que tanto no governo no período de 2011 a 2014, quanto no atual governo, não houve um gesto de favorecimento a qualquer empresa. Nenhum movimento de contrapartida, que pudesse induzir a qualquer prática ilegal da nossa parte. Irei detalhar mais à frente, mas isso já fica claro também nos depoimentos dos ex-executivos.
 
Marconi respondeu prontamente a acusação de que teria pedido R$ 50 milhões para a campanha eleitoral de 2014. “Um fato absolutamente falso, que não encontra qualquer fundamento na lógica ou na verdade. Eu nunca tratei de valores específicos de doações de campanha com ninguém, com nenhum proprietário ou executivo de qualquer empresa”, insistiu.
 
Além de ressaltar que a acusação não tem o menor cabimento, Marconi indagou: “Como iria pleitear um valor altíssimo como este se a previsão de gastos com minha campanha era de 30 milhões e somando as candidaturas majoritárias, governador e senador, não chegamos a 50 milhões?”. Naquele ano, explicou, somadas, as campanhas majoritárias na nossa coligação em 2014 totalizaram R$ 34 milhões, como mostra os dados oficiais da Justiça Eleitoral. Ele observou ainda que seria risível pensar que teria sugerido uma doação no montante de 50 milhões para uma única empresa. “No máximo posso ter comentado em alguma conversa, o valor global do que imaginava gastar no conjunto da campanha eleitoral de 2014, considerando todas as candidaturas”, frisou.
 
O governador enfatizou ainda que nenhuma das denúncias de corrupção, desvios, fraudes e pagamento de propinas envolvendo a Odebrecht se estende ao Governo de Goiás. “O grupo não tem nenhum contrato de obras celebrado com a administração estadual. No nosso governo anterior, investimos mais de 6 bilhões em obras e a Odebrecht sequer participou de concorrências entre as centenas de licitações para obras civis e de infraestrutura abertas pelo Governo de Goiás. E olha que foram licitações de monta, disputadas por empresas de 14 estados diferentes”.
 
Em relação a suposto favorecimento à Odebrecht nas subdelegações da Saneago, o governador explicou que quando surgiram as primeiras delações, parte da imprensa especulou que a Odebrecht teria feito doações a sua campanha interessada nas subdelegações de esgoto da Saneago nos municípios de Aparecida, Rio Verde, Jataí e Trindade. Outro equívoco, facilmente esclarecido. “Documentos mostram que essa subdelegação teve os procedimentos iniciados em 2009, quase dois anos antes de eu assumir o governo. Quem conhece a legislação sabe que, por força das regras, as companhias estaduais de saneamento são obrigadas a proceder com os contratos de subdelegação quando assim for o desejo dos municípios, que é, no final das contas, o concedente”, afirmou Marconi, lembrando que partiu desses municípios o desejo de fazer a subdelegação a uma empresa privada, uma vez que a Saneago não tinha os recursos necessários para fazer os investimentos que os municípios exigiam. “Se a Saneago não fizesse a subdelegação, os municípios fariam por conta própria e a Saneago sairia no prejuízo”, observou.
 
A subdelegação da Saneago nos municípios de Aparecida de Goiânia, Trindade e Jataí, foi feita através de uma licitação, onde a vencedora, a Odebrecht, pagou um ágio de mais de trezentos por cento sobre o valor original. O valor pedido na licitação para a subdelegação era de 90 milhões. O lance da Odebrecht foi de 276 milhões, quase 186 milhões a mais. “Ora, se houvesse algum arranjo de favorecimento, porque a Odebrecht daria um lance tão alto?”, indagou Marconi. Quanto às subdelegações no Entorno de Brasília, que não se configuraram, o governador assinalou que a Saneago apresentou um parecer contrário a essa subdelegação, por entender que já havia recursos no PAC destinados às obras e também duas excelentes parcerias com a CAESB: Sistema de Esgoto de Águas Lindas e Sistema Produtor Corumbá IV, e que, portanto, não seria necessária a subdelegação. Com isso, mandei encerrar o assunto, em 2015. “A decisão foi exclusivamente técnico-financeira”.
 
Em relação às obras do VLT, Marconi explicou que nunca houve qualquer ação de favorecimento por parte do Governo de Goiás à Odebrecht. E também nesse caso, os próprios ex-executivos da empresas foram claros em dizer que não houve favorecimento ou contrapartida, até porque o VLT é uma Parceria Pública Privada proposta por um grupo de empresas, que inclui algumas empresas goianas. “E como tal a busca por recursos, em sua essência, caberia a essas empresas”.
 
Antes de abrir a entrevista para perguntas do jornalistas, Marconi afirmou que em que pese sua tranquilidade diante dos fatos e da capacidade em comprovar o que está afirmando, é evidente que as citações o constrangem. “Entretanto, tenho a cabeça erguida e a consciência tranquila de que não fizemos nada errado. Não cometemos nenhum ato de corrupção e desvio, acusações que, é bom repetir, sequer constam nos pedidos de investigação. Mais do que isso: não recebemos nenhuma doação ilegal ou de caixa 2 nas campanhas”, sublinhou, acrescentando que, às vezes, era acusado de fazer campanhas caras. “O que sempre ocorreu é que sempre fiz campanha transparentes, declarando todos os gastos, sem caixa 2”.
 
Confira a íntegra da explanação do governador:
 
“Convidei vocês para este encontro hoje para falar e responder a todas as perguntas sobre as citações ao meu nome nas denúncias envolvendo a Odebrecht. Farei uma explanação necessária e em seguida ficarei à disposição das senhoras e dos senhores o tempo necessário para esclarecer todos os questionamentos.
Desejo que, ao final, não reste dúvida alguma, sobre qualquer ponto, porque, da minha parte, não tenho nada a temer, nada a esconder.
Antes de tudo, é imprescindível lembrar que, em momento algum das citações dos ex-executivos da empresa, meu nome foi associado a casos de corrupção, propina ou vantagens pessoais. As injustas citações ao meu nome se restringem à suposta prática de caixa 2, que absolutamente também não aconteceram. Evidentemente, é preciso que essas menções sejam esclarecidas, e é por isso que estou aqui hoje à disposição de vocês.
Muito embora, e é fundamental também ressaltar, na maioria dos fatos narrados pelos ex-executivos da Odebrecht, seja até difícil saber a quem responder, tamanha são as incoerências e as divergências de informações percebidas entre os diversos depoimentos.
Por exemplo, em relação às doações do Grupo Odebrecht, eles não se entendem sequer em relação aos valores. As versões apresentadas pelos ex-executivos não batem, e não batem justamente porque são acusações que não têm amparo da verdade.
São inconsistências tão graves que foram inclusive objeto de matérias na imprensa nacional, a exemplo da Folha de S. Paulo, que mostrou lacunas inexplicáveis nas delações, especialmente em relação à Goiás.
PRIMEIRO VÍDEO, POR FAVOR.
Todas essas divergências percebidas, por si só já demonstram a fragilidade das acusações.
Mesmo assim, como já disse, faço questão de responder a todos os questionamentos, ponto por ponto, para que não pairem dúvidas sobre a legalidade dos atos praticados por nós, seja nas campanhas eleitorais, seja no exercício do governo.
FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHAS
Em que pese o que foi dito pelos ex-executivos, a verdade é que todas as doações para nossas campanhas foram feitas estritamente dentro da legalidade, segundo a legislação eleitoral vigente em 2010 e 2014. E é bom que se diga, nas duas campanhas, tanto em 2010 quanto em 2014, as contribuições de campanha por parte de empresas eram plenamente permitidas pela Justiça Eleitoral.
Portanto, nas duas eleições, procuramos empresas e pessoas que tinham condições econômicas e que acreditavam no desenvolvimento de Goiás para que pudessem contribuir com nossas campanhas.
Mas daí vem a pergunta: porque essas empresas fariam doações para nossa campanha? A resposta é que sempre fizemos governos realizadores, ousados, com grandes investimentos em todas as áreas.
Foi assim que, junto com os goianos, fizemos grandes transformações em Goiás.
E, obviamente, investimentos geram oportunidades de trabalho para empresas que detém capacidade técnica de disputarem projetos, dentro da legislação vigente.
E PORQUE A ODEBRECHT?
A Odebrecht era uma das maiores empresas do Brasil. Sempre fez doações a campanhas e era natural que, entre tantas empresas que procuramos para contribuir com nossa campanha, procurássemos também a Odebrecht. Aliás, como fizeram todos os meus adversários em 2010 e em 2014 e a grande maioria dos candidatos país afora.
Foi assim que, em 2010, procuramos a construtora Odebrecht, entre as diversas empresas com as quais estivemos para tratar do assunto, a exemplo da Ambev, Bradesco, Itaú, Votorantim, Gerdau, Novo Mundo, Hering, BR Foods, Teuto, BMG e tantas outras, para verificar o interesse em participar da nossa campanha e fazer doações.
No caso específico do Grupo Odebrecht, em 2010, eles contribuíram com nossa campanha, com um valor de R$ 300 mil, em doações legais, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
Depois, na eleição seguinte, em 2014, procuramos a construtora novamente em busca de contribuição para a campanha. As doações do Grupo somaram R$ 2 milhões e 200 mil. Também doações legais, dentro do que permitiam a legislação à época, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.
O RELATÓRIO COM DADOS OFICIAIS DO TER ESTÃO NA TELA PARA QUE VOCÊS POSSAM ACOMPANHAR.
Há duas coisas a se ressaltar:
Primeiro: em nenhuma das ocasiões tratei de valores de doação com nenhuma empresa ou pessoa que pudesse contribuir com nossas campanhas. Sempre me reservei, quando tratei das doações, a apresentar nosso pedido. E isso, inclusive, fica claro no conteúdo das colaborações dos ex-executivos da empresa.
Segundo e mais importante: tanto no nosso governo no período de 2011 a 2014, quanto no atual governo, não houve um gesto de favorecimento a qualquer empresa. Nenhum movimento de contrapartida, que pudesse induzir a qualquer prática ilegal da nossa parte. Irei detalhar mais à frente, mas isso já fica claro também nos depoimentos dos ex-executivos.
SEGUNDO VÍDEO, POR FAVOR.
A QUESTÃO “DOS 50 MILHÕES”
Outro ponto das delações que faço questão de esclarecer é a afirmação descabida de que eu teria pedido R$ 50 milhões de reais para a campanha de 2014. Um fato absolutamente falso, que não encontra qualquer fundamento na lógica ou na verdade.
Eu nunca tratei de valores específicos de doações de campanha com ninguém, com nenhum proprietário ou executivo de qualquer empresa. OS DEPOIMENTOS CONFIRMAM ISSO. TERCEIRO VÍDEO, POR FAVOR.
Ora, como iria pleitear um valor altíssimo como este se a previsão de gastos com minha campanha era de 30 milhões e somando as candidaturas majoritárias, governador e senador, não chegamos a 50 milhões?
Como de fato ocorreu também em 2014, como fica demonstrado nas somas dos valores das prestações de contas das mesmas campanhas. Somadas, as campanhas majoritárias na nossa coligação em 2014 totalizaram R$ 34 milhões, como mostra os dados oficiais da Justiça Eleitoral.
O RELATÓRIO DE 2014 ESTÁ NA TELA.
Ora, se não fosse um assunto tão sério, seria risível pensar que eu teria sugerido uma doação no montante de 50 milhões para uma única empresa. No máximo posso ter comentado em alguma conversa, o valor global do que imaginava gastar no conjunto da campanha eleitoral de 2014, considerando todas as candidaturas.
Não tem o menor cabimento acreditar que eu poderia pedir a uma única empresa, repito, o valor que iria corresponder a todo os gastos da nossa campanha. Até porque, isso sequer teria amparo legal, visto que uma campanha não poderia ser financiada por um único doador.
Reafirmo: em momento algum tratei de valores em específico, seja com a Odebrecht, seja com qualquer empresa.
Essa é a sequência real dos fatos. A afirmação de que eu teria pedido a quantia de R$ 50 milhões, repito, chega a ser ridícula.
A INEXISTÊNCIA DE CONTRAPARTIDA
Como já disse anteriormente, não houve de nossa parte ou de parte de qualquer órgão de nosso governo, nenhuma contrapartida às doações da empresa. Esse não é e nunca foi o nosso comportamento.
As senhoras e os senhores certamente assistiram à íntegra dos depoimentos e constataram que os ex-executivos foram claros em afirmar que a Odebrecht não houve nenhuma contrapartida do Governo de Goiás em decorrência dos valores doados para a campanha.
A verdade dos fatos, que emerge inclusive do conteúdo dos depoimentos, é que essas doações não estavam vinculadas a nenhum tipo de negócio.
E não teria como ser diferente, porque de fato não houve qualquer contrapartida. Quando procuramos a Odebrecht afirmamos, evidentemente, que gostaríamos de tê-los investindo em Goiás, ampliando seus investimentos na área de etanol, por exemplo, concluindo o novo aeroporto de Goiânia, etc. Até então não se tinha absolutamente nenhuma notícia sobre o envolvimento do grupo nessas denúncias. Tratava-se de uma empresa sólida, com incontestável capacidade técnica, inclusive reconhecida internacionalmente.
Além disso, tratava-se de um grupo com negócios no estado, nas áreas de mineração e combustível, principalmente.
É muito importante deixar bem claro: nenhuma das denúncias de corrupção, desvios, fraudes e pagamento de propinas envolvendo a Odebrecht se estende ao Governo de Goiás. Nenhuma, é bom que se frise isso.
O grupo não tem nenhum contrato de obras celebrado com a administração estadual. No nosso governo anterior, investimos mais de 6 bilhões em obras e a Odebrecht sequer participou de concorrências entre as centenas de licitações para obras civis e de infraestrutura abertas pelo Governo de Goiás. E olha que foram licitações de monta, disputadas por empresas de 14 estados diferentes.
MAIS UMA VEZ OS PRÓPRIOS EX-EXECUTIVOS DO GRUPO CONFIRMAM ISSO NOS VÍDEOS.
PODE SOLTAR O VÍDEO:
Se houvesse qualquer interesse em favorecer a empresa seria lógico que, com a capacidade técnica que eles possuem, a Odebrecht tivesse ficado com grande parte desses contratos.
Nada disso aconteceu. Até porque, em nossa conversa sobre contribuições para as campanhas, a empresa não ouviu qualquer menção a contrapartidas.
Em que pese todas as ilações feitas por setores da imprensa, o fato é que não houve qualquer delito cometido por nós em relação à Odebrecht ou a qualquer empresa.
A SUBDELEGAÇÃO DA SANEAGO
Quando surgiram as primeiras delações, parte da imprensa especulou que a Odebrecht teria feito doações a nossa campanha interessada nas subdelegações de esgoto da Saneago nos municípios de Aparecida, Rio Verde, Jataí e Trindade. Outro equívoco, facilmente esclarecido.
Documentos mostram que essa subdelegação teve os procedimentos iniciados em 2009, quase dois anos antes de eu assumir o governo. Quem conhece a legislação sabe que, por força das regras, as companhias estaduais de saneamento são obrigadas a proceder com os contratos de subdelegação quando assim for o desejo dos municípios, que é, no final das contas, o concedente.
Partiu desses municípios o desejo de fazer a subdelegação a uma empresa privada, uma vez que a Saneago não tinha os recursos necessários para fazer os investimentos que os municípios exigiam. Se a Saneago não fizesse a subdelegação, os municípios fariam por conta própria e a Saneago sairia no prejuízo.
Mesmo assim, é bom deixar claro outros pontos:
Trata-se de um procedimento, como eu disse, iniciado quase dois anos antes da minha posse em 2011. Não foi, portanto, iniciativa nossa.
POR FAVOR, O VÍDEO 6.
Segundo: a subdelegação foi feita através de uma licitação, onde a vencedora, a Odebrecht, pagou um ágio de mais de trezentos por cento sobre o valor original.
É importante se ater a esses dados. O valor pedido na licitação para a subdelegação era de 90 milhões. O lance da Odebrecht foi de 276 milhões, quase 186 milhões a mais. Ora, se houvesse algum arranjo de favorecimento, porque a Odebrecht daria um lance tão alto?
Outra coisa. A empresa segunda colocada deu um lance de 150 milhões, 126 milhões abaixo do lance da Odebrecht. Aqui vale o mesmo raciocínio. Se fosse uma licitação maculada, a Odebrecht não teria dado um lance tão acima, com um ágio tão elevado. O negócio foi, portanto, benéfico para a Saneago.
E, por último, de toda forma, os próprios executivos foram claros em dizer que nada houve de favorecimento do governo de Goiás, como mostram os vídeos das delações.
POR FAVOR, O VÍDEO 7.
O ENTORNO DE BRASÍLIA
Outra especulação infundada é de que a Odebrecht teria feito doações a nossa campanha em troca da subdelegação de obras de esgoto na região do Entorno de Brasília.
Primeiro, é preciso explicar que essas são obras prementes e necessárias. A região do Entorno é a mais carente do estado em esgotamento sanitário e temos feito esforços para diminuir esse problema. Mas, de maneira alguma, essa questão passaria por uma negociação ilegal com qualquer empresa.
Nesse ponto também, os próprios vídeos divulgados mostram que não prometi absolutamente nada para a Odebrecht em relação a esse tema. Tanto é que, quando a possibilidade de subdelegação dessas obras no Entorno chegaram ao mercado, duas grandes empresas demonstraram interesse, e não apenas a Odebrecht.
E era, de fato, nosso interesse que grandes empresas disputassem o projeto que, repito, tinha grande importância para Goiás. Mas os próprios ex-executivos disseram nos depoimentos que nada disso andou.
POR FAVOR, RODA O VÍDEO 8.
E não andou por uma razão bem simples: a Saneago apresentou um parecer contrário a essa subdelegação, por entender que já havia recursos no PAC destinados às obras e também duas excelentes parcerias com a CAESB: Sistema de Esgoto de Águas Lindas e Sistema Produtor Corumbá IV, e que, portanto, não seria necessária a subdelegação. Com isso, mandei encerrar o assunto, em 2015. A decisão foi exclusivamente técnico-financeira.
Ora, aqui, da mesma forma, se houvesse algum compromisso de contrapartida com a Odebrecht eu teria determinado que se seguisse com o processo de subdelegação, o que não ocorreu.
As obras de esgoto e água tratada que foram realizadas no Entorno de Brasília nesse governo foram todas feitas pela Saneago.
O VLT
Outro projeto associado a um possível interesse da Odebrecht em Goiás seria o VLT. Mas também aqui nunca houve qualquer ação de favorecimento por parte do Governo de Goiás. E também nesse caso, os próprios ex-executivos da empresas foram claros em dizer que não houve favorecimento ou contrapartida.
Até porque o VLT é uma Parceria Pública Privada proposta por um grupo de empresas, que inclui algumas empresas goianas. E como tal a busca por recursos, em sua essência, caberia a essas empresas.
Infelizmente, tampouco esse projeto avançou, prejudicado também pela crise econômica que inviabiliza o acesso a financiamentos necessários para a implementação de um projeto tão grande.
POR FAVOR, O VÍDEO 9.
A VERDADE IRÁ PREVALECER
Em que pese nossa tranquilidade diante dos fatos e de nossa capacidade em comprovar o que estamos afirmando, é evidente que as citações me constrangem. Entretanto, tenho a cabeça erguida e a consciência tranqüila de que não fizemos nada errado.
Não cometemos nenhum ato de corrupção e desvio, acusações que, é bom repetir, sequer constam nos pedidos de investigação. Mais do que isso: não recebemos nenhuma doação ilegal ou de caixa 2 nas campanhas.
Às vezes, era acusado de fazer campanhas caras. O que sempre ocorreu é que sempre fiz campanha transparentes, declarando todos os gastos, sem caixa 2.
O Brasil passa por um momento importante e pode sair maior disso tudo. Mas é preciso ter responsabilidade com as denúncias e com a difusão delas. É bom lembrarmos, e isso já ficou claro em inúmeros pedidos de arquivamento, que nem tudo que um delator, sob pressão, diz, é verdade.
Em relação a nós, mais uma vez, são ilações sem amparo na realidade, que me expõem de forma injusta, tentando macular nosso trabalho.
Há cinco anos fui acusado injustamente durante as investigações da Operação Monte Carlo. Nenhuma denúncia foi provada e três acusações contra mim foram arquivadas.
Restou uma única denúncia, absolutamente infundada, cujo autor, inclusive, foi condenado por calúnia a pagar uma indenização que está sendo executada.
Posteriormente ficou comprovado inclusive que tudo aquilo fez parte de uma armação, engendrada sob o comando do ex-presidente Lula, com o único intuito de me prejudicar em represália às denúncias que eu havia feito a respeito do Mensalão.
Agora, mais uma vez, tenho a certeza da consciência limpa e a segurança de que a verdade será restabelecida.
Repudio a tentativa de setores da imprensa de querer igualar por baixo a classe política, dizendo que todos são iguais. Não me igualo àqueles que cometem ou que cometeram irregularidades, falcatruas.
Minha história e meu comportamento divergem frontalmente. Construí minha trajetória política com muita luta, com destemor, forjado no debate e o no trabalho.
Não irei permitir, agora nem nunca, que meu nome e minha história seja misturada à história de alguns que usurparam do poder que tinham em favor de benefícios pessoais, através da corrupção.
Como disse, tenho a mais absoluta certeza de que, ao final, a verdade irá prevalecer e ficará provado, como mostrei aqui, que todas as nossas campanhas foram feitas de forma transparente e legal.
PARA FINALIZAR, PEÇO QUE OUÇAM DA PRÓPRIA ODEBRECHT QUAIS OBRAS OU CONTRATOS O GRUPO TEM COM O GOVERNO DE GOIÁS. POR FAVOR, O VÍDEO 11.
Acredito que fiz os devidos esclarecimentos. Mesmo assim, ficarei à disposição para perguntas. Como disse no início, não tenho pressa. Ficarei aqui até que seja respondido o último questionamento.
Obrigado.”

Sobre Teresa Cristina [Teka]

Teresa Cristina [Teka]

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