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Artigo: Iris tem inveja de Santillo

Em fins de 2004, o ex-governador Iris Rezende se elegera pela segunda vez prefeito de Goiânia e fora ao Palácio Pedro Ludovico para uma audiência institucional com o governador Marconi Perillo. O prefeito estava acompanhado pelo jornalista Carlos Alberto Santa Cruz e pelo ex-deputado Tarzan de Castro.

Na anti-sala do gabinete do governador, enquanto esperava pela audiência, Iris falou com entusiasmo espumante:
-Eu confesso que tenho uma enorme inveja de Henrique Santillo pela lealdade do governador Marconi Perillo a ele. Se eu tivesse um seguidor na política com essa lealdade incondicional, eu seria muito mais feliz. Não sei como Santillo conseguiu passar tanta admiração a esse moço. Admiração e lealdade do governador Marconi Perillo a Santillo é o que me dá esperança de um dia eu também ter um seguidor com essa lealdade e dedicação.

Sou testemunha e vivi essa semeadura de líderes. Muito jovem, fui seduzido pela visão de políticas públicas que o Dr. Henrique pregava. Assim como Marconi e tantos outros jovens segui o Dr. Henrique que gostava da juventude. Dizia com veemência que éramos o futuro!
Assim, com a mala embaixo do braço sai de minha amada Minaçu e enveredei Goiás afora, seguindo o Dr. Henrique, emprestando minha voz aos palanques em suas vitoriosas campanhas, ao Senado em 1978 e ao governo de Goiás em 1986, onde Marconi era a extensão de nosso líder.

Com certeza, essa convivência nos possibilitou beber na fonte e nos impregnarmos dos ideais que moviam o Dr. Henrique; de quem Marconi, eu e vários outros nunca nos apartamos. Mesmo quando ficava sem mandato, era à ele que recorríamos para nos inspirar na luta em fazer o melhor pelos goianos e por Goiás. Nunca deixou de ser o mentor da geração que inspirou.

Santillo era simples, sabia ouvir e aceitava com naturalidade as divergências. Diferente de outros aceitava ser convencido; essa era uma característica forte nele. Os amigos podiam até divergir dele que até gostava do debate de ideias, dizia que isso contribuía para o crescimento de cada um, inclusive dele próprio. O Dr. Henrique Santillo foi o maior professor de democracia que conhecemos; sem dúvida, foi essa escola que formou o democrata Marconi Perillo.

Menino Maluquinho – Em 98, com a cara e a coragem, quando Marconi já havia decido ser candidato a governador, fui com Marconi até a chácara do Dr. Henrique, em Anápolis ouvir seus ensinamentos. Marconi queria que Santillo fosse candidato a deputado federal.
Na ocasião, eu já estava com minha campanha a deputado estadual na rua e oferecemos a Santillo uma dobradinha; ou seja, Santillo federal e eu estadual, com todos os custos por minha conta. O Dr. Henrique não topou; falou depois que estava sem entusiasmo e alegou que seu tempo havia passado. Enfim, “Dr.Henrique não foi candidato por que não quis”.

Realmente, Marconi Perillo é o gigante que é porque, além da volúpia de usar o poder para servir ao povo, ele tem também a volúpia da lealdade. E é por isto que cresceu e cresce tanto na carreira política em Goiás, como também cresce no cenário nacional.

E é essa lealdade incondicional, principalmente com o povo, que o diferencia dos outros políticos. Marconi não abandona companheiro e, por isto, não perde seguidores; aumenta-os e os multiplica, ao contrário do ex-governador Iris Rezende que perdeu todos os companheiros porque os abandonou a todos; a começar pelos ex-governadores Mauro Borges, Henrique Santillo e até o próprio Marconi Perillo.

Sobre Iris, escreveu o jornalista Santa Cruz: “O punhal de Iris Rezende não tem ferrugem, porque nunca sai das costas dos amigos”. A carreira política de Marconi é o oposto a de Iris.

Não se pode negar que Iris é um mestre na dissimulação e na arte clientelista de governar. Desde o seu primeiro governo que ele já ensinava:
-O governador pode negar emprego para todo mundo, mas nunca para genro. O genro é mais do que o filho, pois o filho tem direitos e deveres e o genro só tem direitos.

Bem que Marconi poderia ter aprendido esse ensinamento de Iris. Mas isto ele não aprendeu, mesmo que a gente pense que sabe tudo de política, em terreno menos republicanos, tem outro que sabe mais.

A admiração de Marconi por Santillo é quase religiosa e a razão de sua carreira política vitoriosa e consolidada – quatro vezes governador e campeão de votos desde menino. E foi em Henrique Santillo que Marconi se espelhou, fazendo dos seus ensinamentos o breviário de apóstolo. Homem culto, orador lancinante, político honestíssimo, Henrique Santillo deixou esse legado que política tem que ser profissão de humildade e até de pobreza. Senador, governador e ministro, nunca roubou e nem deixou roubar. Santillo chegou a precisar de emprego para viver.

Na definição de Alfredo Nasser, Henrique Santillo não era apenas um homem pobre, mas um homem que se recusou a ser rico. Marconi o fez secretário de Estado, e ele honrou o cargo, depois nomeou-o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e ele honrou também essa posição cobiçada por muitos.

Morreu, mas deixou a família amparada e alicerçada nos valores morais que sempre pregou e pelos quais angariou, mais que admiradores, verdadeiros filhos de ideais; dentre os quais o governador Marconi.

Marconi foi e é tão leal a Henrique Santillo que mesmo depois de morto, ele fez de sua filha Carla Santillo também Conselheira do TCE. E o nome de Henrique Santillo desde então se espalhou como símbolo de saúde pública em Goiás, carimbado nas placas e nas legendas das casas de saúde.

Se Iris Rezende tem inveja de Henrique Santillo pela lealdade de Marconi a ele, Marconi tem nessa lealdade a razão maior de sua carreira política, a mais vitoriosa da história de Goiás. Marconi é o quadro político que Goiás está oferecendo ao Brasil nesta hora de fragilidade nacional.

P. script:
O que está mexendo com o povo de Goiânia neste momento é a eleição para a Prefeitura no ano que vem. O prefeito Paulo Garcia foi o presente maldito que Iris deixou a Goiânia. São seis anos de massacre social. Está provado que Paulo Garcia não tem qualquer apreço e compromisso com Goiânia, mas a recíproca é verdadeira, porque Goiânia também não gosta de Paulo Garcia.

O ex-prefeito Iris Rezende, se for candidato, vai ter que explicar porque inventou esse prefeito do PT, o pior de toda a nossa história. Iris corre o risco de perder a eleição para prefeito e então o seu funeral político não terá sequer epitáfio.

Nós, do PSDB, temos nomes fortes para a prefeitura, e o prestígio e grandeza da obra física e social do governador Marconi Perillo vão levar o nosso candidato à vitória.

Compromisso com o povo – Lembro que delegado Valdir, que alicerçou sua campanha no compromisso da mudança da Lei Penal, assegurando punição aos criminosos e segurança aos cidadãos, acabando a nefasta sensação de impunidade. Para isso, obteve rumorosa votação para deputado federal e, até hoje, o povo espera dele as mudanças que se comprometeu a encaminhar na Câmara Federal. Enfim, o delegado Valdir foi eleito para legislar e esse é o seu compromisso com o povo de Goiânia, Aparecida de Goiânia e com o povo goiano que o fez deputado federal. Depois de cumprir esse mandato, o nome do delegado Valdir será imbatível para a prefeitura de Goiânia, em outra eleição.

Carlos Alberto Leréia é presidente da Agência Brasil Central.

Sobre Teresa Cristina [Teka]

Teresa Cristina [Teka]

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