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AGM diz que reação do PMDB a desfiliação de prefeitos é “ameaça autoritária” e “coronelismo partidário”

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Associação Goiana de Municípios, que representa chefe de executivo municipais, afirmou que “não vai tolerar as acusações e as ameaças por parte de dirigentes partidários incapazes de promover o debate interno de propostas e optam pelo coronelismo partidário”

A Associação Goiana de Municípios emitiu nota neste domingo (20/8) em que afirma que a entidade não vai tolerar as acusações e ameaças proferidas por dirigentes partidários como resposta à movimentação de prefeitos entre partidos. A nota foi publicada no site da AGM depois que a direção estadual do PMDB criticou a migração de prefeitos do partido para a base aliada do governador Marconi Perillo, na última quinta-feira. A nota pode ser vista no portal da entidade: https://goo.gl/pQt5Nt

“A Associação Goiana de Municípios vem manifestar seu repúdio contra essas manifestações de ódio e autoritarismo e exercer a defesa desses prefeitos, que agiram eminentemente de acordo com suas convicções, segundo o programa de trabalho que pactuaram com seus representados”, afirma o texto da nota, assinada pelo presidente da entidade, o prefeito de Hidrolândia, Paulo Sérgio Rezende, que mais cedo comentou a reação do PMDB em entrevistas.

“A AGM não vai tolerar as acusações e as ameaças por parte de dirigentes partidários incapazes de promover o debate interno de propostas e optam pelo coronelismo partidário, banido de nosso Estado. Goiás é um Estado democrático, sintonizado com moderna política brasileira e, felizmente, é governo por uma coalizão de legendas que respeita os limites da convivência política”, diz ainda o texto da nota.

A entidade pondera que “os prefeitos são representantes mais diretos da população, as lideranças mais próximas das demandas e dos desafios que o Brasil precisa transpor para se transformar de fato em um País mais justo, igualitário e cidadão. Ao lado dos vereadores, são a voz mais genuína dos anseiso de suas comunidades”. Ainda segundo o texto, “como entidade de representação e defesa dos prefeitos, a AGM lamenta e registra seu protesto contra a reação odiosa e injustificada, típica de regimes autocráticos e autoritários, daqueles que não sabem conviver com o contraditório, a liberdade de manifestação e movimentação política”.

“A democria brasileira vive um momento sem precentes em sua história. Atingiu sua maturidade e passou por todos os testes de resistência nos mais de 30 anos que nos separam do fim do regime militar, da reconquista das eleições diretas para os representantes do povo em todos os níveis da República e, nos dias atuais, mostra sua solidez diante da maior depuração ética, moral e política a que foi submetida”, diz o texto, em sua abertura. A AGM encerra a nota afirmando que, “felizmente, essa conduta está restrita a um pequeno grupo de partidos e lideranças que, muito em breve, receberão a devida respostas da população, nas urnas.

Leia a íntegra da nota da AGM:

NOTA ASSOCIAÇÃO GOIANA DE MUNICÍPIOS (AGM) SOBRE A DECISÃO DE PREFEITOS DE GOIÁS DE MUDAR DE PARTIDO

A democracia brasileira vive um momento sem precedentes em sua história. Atingiu sua maturidade e passou por todos os testes de resistência nos mais de 30 anos que nos separam do fim do regime militar, da reconquista das eleições diretas para os representantes do povo em todos os níveis da República e, nos dias atuais, mostra sua solidez diante da maior depuração ética, moral e política a que foi submetida.

Vivemos um período de plena liberdade de expressão e manifestação política. Em que pese a pulverização partidária, modelo em debate no Congresso Nacional, nossos parlamentares e chefes de Executivo podem exercer, respeitadas as regras vigentes e as proposições programáticas e ideológicas, o direito à movimentação entre legendas. As reações contrárias a esse direito constitucional são claras manifestações de autoritarismo e desrespeito ao regime democrático.

É o que estamos vendo em Goiás, por parte de algumas lideranças partidárias, que, incapazes de articular sua renovação programática e estando apartadas do debate com os diferentes segmentos da sociedade civil, promovem o discurso do ódio e optam pelo tenebroso caminho da perseguição e da ameaça. É o que infelizmente vivemos como resultado da decisão de prefeitos goianos de mudar de partido, exercendo sua obrigação e direito de se manter em sintonia com os anseios e demandas de suas comunidades.

A Associação Goiana de Municípios vem manifestar seu repúdio contra essas manifestações de ódio e autoritarismo e exercer a defesa desses prefeitos, que agiram eminentemente de acordo com suas convicções, segundo o programa de trabalho que pactuaram com seus representados. A AGM não vai tolerar as acusações e as ameaças por parte de dirigentes partidários incapazes de promover o debate interno de propostas e optam pelo coronelismo partidário, banido de nosso Estado. Goiás é um Estado democrático, sintonizado com moderna política brasileira e, felizmente, é governo por uma coalizão de legendas que respeita os limites da convivência política.

Os prefeitos são representantes mais diretos da população, as lideranças mais próximas das demandas e dos desafios que o Brasil precisa transpor para se transformar de fato em um País mais justo, igualitário e cidadão. Ao lado dos vereadores, são a voz mais genuína dos anseios de suas comunidades. Como entidade de representação e defesa dos prefeitos, a AGM lamenta e registra seu protesto contra a reação odiosa e injustificada, típica de regimes autocráticos e autoritários, daqueles que não sabem conviver com o contraditório, a liberdade de manifestação e movimentação política.

Felizmente, essa conduta está restrita a um pequeno grupo de partidos e lideranças que, muito em breve, receberão a devida respostas da população, nas urnas.

Paulo Sérgio Rezende
Presidente da Associação Goiana de Municípios

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